Quem pediu a opinião do INEP? – II

Quem pediu a opinião do INEP? – II

por Luiz Carlos de Freitas, no blog do Freitas

Novamente o INEP sai de sua posição de avaliador da educação nacional, para passar à de supremo formulador de políticas públicas. E o faz de maneira a mostrar um grande atraso no entendimento do que seja um processo de avaliação de larga escala da educação nacional. Não é o INEP quem deve dizer a estados e municípios o que fazer com os números da avaliação divulgados – cada um deles tem sua própria política educacional. Basta lermos a divulgação que ele faz hoje (3-9-18) dos dados do IDEB, para que nos lembremos da falida lei No Child Left Behind americana, que inaugurou nos idos de 2002 a igualmente falida era da responsabilização verticalizada nos Estados Unidos. Em 2005, Reynaldo Fernandes, encantado com aquela lei, implantava a avaliação censitária no SAEB e o IDEB. Em seu “press release” o INEP diz hoje: “Um bom sistema de indicadores educacionais permite uma avaliação mais fundamentada das escolas e dos sistemas educacionais, visando a garantia do direito à educação, e favorece que os diferentes atores envolvidos possam promover ações que resultem na melhoria da qualidade da educação: Em seguida, o comunicado passa a elencar quem são os atores envolvidos: (1) Os beneficiários (pais e alunos) e […]

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Luiz Carlos de Freitas | 03/09/2018 às 11:57 PM | Categorias: Ideb, Mendonça no Ministério, Meritocracia, Prova Brasil, Responsabilização/accountability | URL: https://wp.me/p2YYSH-6xM

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